Quem viaja de autocarro para o norte tem uma grande probabilidade de ir parar neste sitio…
Não é de todo o espaço mais acolhedor do mundo ( já vi destruírem casas nos chamados bairros degradados com melhor aspecto…), mas os senhores têm-se esforçado… eu sou do tempo em que se pagava 50 escudos na moeda antiga (!) pra usar as “casas de banho”…
Na terça-feira ao voltar de Bragança, sozinha, estive os longos 30 minutos a observar o sitio…
Pra quem não sabe, a Garagem Atlântico fica na zona da Batalha no Porto. Aquilo é um buraco sombrio… escuro… feio… e cheio de cenas estranhas – não falando nas personagens que por ali vagueiam e nas pessoas estranhas que esperam pelo autocarro ou que saem do autocarro…
Deixo-vos com um dos momentos:
Imaginem:
.Uma criança brinca, corre alegremente pela garagem… na mão segura dois balões que esvoaçam a cada corrida que dá… ao parar ela olha para os balões e para o pai, mesmo ali ao lado… e é feliz… e sorri…
.O pai olha-a enternecido… a sua menina corre, e brinca, e é feliz, e o mundo é perfeito…
.Só ele e a sua Sóráia Cristina…
..Oh! haverá felicidade maior?!
..E eis senão quando a felicidade acaba na Garagem Atlântico, no Porto, no mundo!!!!…
..Os balões escapuliram-se… soltaram as amarras e foram ver o mundo… aliás o “bonito” tecto da Garagem Atlântico.
..Então a criancinha desata num berreiro infernal:
PAI VAI BUSCÁ-LOS LÁ ACIMA!
VAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII…
E o mundo perfeito acaba! O senhor pai da Sóráia Cristina devia saber que este mundo jamais foi ou será perfeito!
Toda esta história foi ficcionada, excepção feita prós balões, aquelas duas bolinhas cor de rosa, que realmente estavam colados ao tecto lá do sitio...
Mas tenho mais coisas giras.
Não percam o próximo post das Aventuras de Anita na Garagem Atlântico…




“Aquilo é um buraco sombrio… escuro… feio… e cheio de cenas estranhas – não falando nas personagens que por ali vagueiam”
EI! Há coisas engraçadas para ver no Porto…
…
Ah…. pera… estavas a falar da garagem…
*foge*
Ah companheira de sofrimento…
Parei lá há 1 semana…
Mas vá la, tens que admitir que já foi pior.
“Eu ainda sou do tempo” em que não podias tocar em nada naquelas casas de banho (a não ser com os pés no chão, entenda-se, e mesmo assim era porque tinha mesmo que ser) ou corrias o risco de apanhar uma doença qualquer daquelas que já só se vêem na Africa profunda.
Mas quem sobreviveu agora resiste a tudo…
Infecções urinárias em casa de banho públicas? Meninos…
a vida tem momentos em que é tipo um banho de ácido….
Lol
morei no Porto e desconheço tal Garagem mas só pela foto dá para adivinhar…
haja pachorra para as criancinhas!
Ai… Já fui muito feliz na garagem atlântico!
Muitas despedidas e regressos…
Na verdade, o Dr.Rui Rio já devia ter ido à Garagem Atlântico, pois que aquilo envergonha o Porto e, envergonhando o Porto, envergonha o presidente da edilidade…
E a nós, também…
Mas há mais…
Há dias acompanhei uns turistas franceses, que pretendiam viajar do Porto para a Nazaré.
Vinham de Paris…
E pretendiam uma casa de banho, que mostrei, envergonhado, e, ai de mim,depois de os ver recuar e procurar um pequeno café que fica ao lado.
E foram eles que me pediram desculpa, depois de verem a minha cara de vergonha…
Ai de mim que só posso fazer o que estou fazendo em prole da minha cidade!…
Fernando Palha
Não podemos ser condescendentes, nem pactuar com as “melhorias” introduzidas neste “antro” da segunda cidade de um país europeu, membro da Comunidade Económica Europeia. É simplesmente VERGONHOSO, TERCEIRO MUNDISTA, SALA DE ENTRADA DE UM PAÍS onde as diferenças sociais são demasiado grandes.
De tudo o que está escrito sobre este assunto tem razão Fernando Palha quando diz que o Sr Rui Rio devia lá ir. Claro que os que nós escolhemos para nos governarem devem conhecer o que governam. Mas se andam de carro com chauffeur até se esquecem do país real e é nossa obrigação lembrar-lhes.
Pastora da Estrela
E vVOCÊS AINDA NÃO TENTARAM TELEFONAR PARA LÁ!
DEVE SER UM BURACO TÃO SOMBRIO, QUE O FUNCIONÁRIO NÃO DESCOBRE O TELEFONE!
É deveras um sitio assustador, compete mesmo com a tenebrosa garagem de Santiago do Cacém onde sou obrigada a parar no regresso a casa
……..fico muito feliz por encontrar ente post.
Obrigada ……cento e mil vezes!!!!!!
É que sabe mesmo bem uma certa cumplicidade na desgraça!
Aquele lugar é soturno a tirar para o miserável e arrepia qualquer ser com um pouco, mesmo só um pouquinho de civilidade do sec. xx1.
É dos interior mais tristes que se pode oferecer a qualquer viajante, peregrino, poupador do oxigenio terrestre optando por um transporte público
Mas graças a estes comentarios a proxima vez que lá passarmos até vamos sorrir e pensar nos rostos anónimos que sentirão talvez o mesmo que nós.
Boa chegada, boa partida, bom caminho………..
Tenho passado na garagem Atlântico algumas vezes no último ano (2010). É de facto um local pictoresco. Sombrio? Um bocado, mas não é tão mau como a sua congénere na Casal Ribeiro, em Lisboa, onde para se comprar bilhete tem que se esgrimar trocos com os bêbados e os drogados, e para se entrar na camioneta tem que se saltitar sobre rios de mijo que escorrem de qualquer canto. Não se vêem por lá crianças, apenas pessoas que não têm posses para apanhar o Avião de Bragança e que, tal como tu, têm que se reduzir à condição de andar de camioneta.
Queridos amigos,
Esta garagem pertenceu ao meu tetravô, o Sr. Ernesto Eusébio (grande senhor, que era dono do cinema olympia, do bingo e foi o empreendedor do parque das Camélias).
Esta garagem foi palco de muitas lembranças que permanecem ainda hoje na memória da nossa gente aqui do Porto. Sabem, quando as coisas envelhecem (tem piada, que até vocês mesmos!) ficam sombrias, assustadoras e até nojentas!
Se calhar tu, ainda não chegaste à velhice mas já te encontras nesse estado espiritualemente podre e “com cenas estranhas”.
Respeita o teu país e não generalizes amiga, caso não saibas,infelizmente para todos nós, fazes parte dele.
Ah.. Já agora, vai trabalhar para salvar o país da crise, em vez de escreveres posts idiotas. E quem sabe um dia, pode ser que até tenhas dinheiro e aproveites o conselho amigo do “Piloto Automático” e apanhas o Avião para a tua terrinha.
Marta Rodrigues
Cara Marta,
um grande bem haja ao seu tetravô por ter tido em sua pertença a Garagem, contudo não deixa de ser o que é: escura, sombria e pouco acolhedora.
Sendo uma porta de entrada na cidade do Porto poderia ter um ar mais airoso… o que fica registado nas memórias de quem viaja sozinho é precisamente o local.
Mas olhe, não é preciso gastar tanta energia com um post idiota destes. Tenha calma… ninguém leva isto a sério mesmo!
Já agora: não me dê conselhos dê-me distritos!
Sinto-me lisonjeada por ter sido a única com direito a resposta.
Pois muito bem, alguém aqui conhece uma garagem acolhedora? Hmm, acho que não.
Ao contrário do que possas pensar, por aqui, não há só SÓraias Cristinas… Há também Almeidas Garrett, Manoeis de Oliveira, Sophias de Mello Breyner, Migueis Sousa Tavares etc etc
“não me dê conselhos, dê-me distritos”, trocadilho com tanta, mas tanta graça, que até me fez o dia
ah ah ah ah ah
*suspiro *
Tenha um bom dia D. Marta…
A D. Marta tem apenas 17 anos Sra Professora, não gaste tempo com ela
Cruzes, que azedume non-sense aqui pra cima…
De facto concordo em tudo com a tua opinião, ANA, mas há uma coisa que é/era de valor: a pastelaria lá de dentro. Há uns anos que lá não paro, felizmente, mas ficou na lembrança que a senhora era uma simpatia e que os salgados e as sandes de panado eram de comer e chorar por mais! Horrível era, quando a paragem era a uma hora em que o café já estava fechado, e não tinha a porcaria da moeda para a WC. Que tortura!
Comecei a viajar pela Rodonorte para fugir à paragem no Atlântico. O que mais odiava era mesmo o “guarda” da WC. Foi a única vez na minha vida que estive por um triz de partir o focinho a alguém. A Ana de Vizela ía comigo nessa viagem e só tínhamos uma moeda pelas duas. Ela foi primeiro à WC e não fechou porta quando saiu para que eu pudesse entrar sem ter que usar moeda. O idiota, sempre a controlar se toda a gente punha a porra da moeda, lembrou-se de desatar aos berros comigo e de entrar no cubículo para me puxar à força para fora para que a porta fechasse e eu tivesse que pôr moeda que não tinha, e eu aflitinha… Caramba, subiram-me os azeites, dei-lhe um encontrão tal para lhe tirar as patas de cima de mim e já não sei que nomes lhe chamei que o tipo lá recuou, sempre a refilar aos berros. Enfim, a vantagem de ter acabado o curso é não ter que gramar mais com viagens destas, não deixaram saudades.
Agora deixou-me intrigada aquela da Casal Ribeiro… há tantos anos que a garagem é em Sete Rios, com uma garagem bem acolhedora, por sinal… não deve estar incluída nas viagens de 2010, presumo…
que rebelde